O que faz de você um líder?

As 7 maravilhas para desenvolver uma liderança extraordinária e efetiva

 

1 – Autoconhecimento

Antes de tudo, para liderar, é preciso se conhecer. O que te move ou paralisa? Quais são os seus valores, suas dificuldades e objetivos? Quais são suas principais características? O que gosta de fazer? Quais os seus pontos fortes, os fracos e o que tem a desenvolver? Para um líder, é muito importante ter consciência de suas habilidades, competências, fragilidades e limitações. De acordo com Marcus Buckingham e Donald O. Clifton, autores de “Descubra seus pontos fortes”, baseado em um estudo da Gallup com mais de dois milhões de pessoas, a maioria das pessoas dá pouca atenção ao desenvolvimento de seus pontos fortes e empenha-se em sanar seus pontos fracos, o que para eles é um engano. Os autores relatam que o maior potencial de crescimento de uma pessoa não está em desenvolver seus pontos fracos, querer ser competente em tudo ou quase tudo, preencher as lacunas que faltam no desenvolvimento, mas justamente o contrário, em aprimorar seus pontos fortes. O segredo das pessoas bem sucedidas é que “elas identificaram em si mesmas certos padrões recorrentes de comportamento e trataram de imaginar um modo de desenvolver esses padrões até transformá-los em genuína força produtiva”, até encontrar um desempenho estável e quase perfeito em determinada atividade. Minimizar os pontos fracos é importante, mas fortalecer os fortes é bem mais! E isso se faz com autoconhecimento!

 

2 – Gerenciamento de emoções

Saber reconhecer os seus diferentes estados emocionais, se autorregular e ter autocontrole é de fundamental importância para um líder em atuação. Sai em vantagem aquele que sabe controlar a impulsividade e a agressividade, administrar o nervosismo, a vergonha, a insegurança, conter a raiva ou a euforia demasiada. A autoregulação emocional é quesito básico para conseguir tomar decisões melhores, se posicionar adequadamente, saber o momento certo para agir ou postergar. Além do gerenciamento de emoções, vale ressaltar que saber identificar as emoções do outro e como lidar com elas também é uma grande cartada na mão de um líder. Quem o faz com maestria pode se comunicar melhor, evitar conflitos e se relacionar melhor com a equipe, com superiores e com colaboradores.

 

3 – Empatia

Perceber o outro, ter a capacidade de se colocar no lugar dele, entender suas necessidades e dificuldades, anseios e frustrações. Isso é empatia. De acordo com o neurocientista Ramachandran, através dos neurônios-espelho, temos a capacidade de espelhar os gestos, expressões e movimentos dos outros em nosso cérebro, o que nos faz sentir o que os outros sentem. E é isso que nos proporciona a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, imitar e até prever futuros movimentos alheios. Essa capacidade é poderosa! Mas muitas vezes ignoramos esses sinais do nosso cérebro, ou prestamos pouca atenção ao que significam. Para um líder, desenvolver essa habilidade de ser empático é extremamente relevante. Porém, só sentir o que os outros sentem é pouco. É preciso ir além e se mobilizar para ajudar o outro, entender seu ponto de vista, ampliar a escuta, a capacidade de diálogo, valorizar as ideias do outro, agir com tolerância e abertura para as diferenças. Aí sim o líder só tem a ganhar.

 

4 – Autoconfiança

De acordo com a pesquisadora de Harvard Amy Cuddy, o poder pessoal permite que nos libertemos dos temores e inibições que nos impedem de nos conectarmos com nós mesmos, com nossas crenças, sentimentos e habilidades. Essa conexão assegura um ganho enorme de performance, porque permite que desenvolvamos todo nosso potencial, sem nervosismo, sem fugirem as palavras, sem dificuldades de raciocínio, sem a sensação de perigo iminente. Para ela, a sensação de impotência enfraquece a capacidade de confiarmos em nós mesmos e, por decorrência, de inspirar confiança nos outros. Por outro lado, a autoconfiança nos deixa mais otimistas, tolerantes ao risco, abertos às oportunidades, a agir com naturalidade e trabalhar no potencial máximo.

 

5 – Capacidade de criar ambientes afetivos, cooperativos e com diversidade

Um ambiente em que as pessoas têm liberdade para se expressar, dar ideias, pedir e oferecer ajuda, falar sobre problemas e soluções sem medo ou receio, sem sentirem que estão colocando sua cabeça a prêmio, é essencial para garantir a potência da diversidade, para gerar inovação e resultado, para fugir do óbvio. E cabe ao líder o desenvolvimento desse agir mais cooperativo, com valorização dos diferentes talentos e competências, criando mais integração do que competitividade, estimulando relacionamentos sólidos, profundos, de extrema confiança que geram equipes de alta performance. Um ambiente cooperativo, afetivo e com espaço para diversidade proporciona motivação e engajamento, aumento de produtividade, redução da taxa de turnover (rotatividade de funcionários) e maiores índices de inovação. Liderar exige olho no olho, fazer junto, dar autonomia em alguns casos e orientação em outros, criar vínculo.

 

6 – Mindset de crescimento

Segundo a pesquisadora Carol S. Dweck, da Universidade de Stanford, pessoas com mindset de crescimento têm a crença de que é possível aprender qualquer coisa e desenvolver qualidades desejadas por meio do esforço e da experiência. Esse tipo de mentalidade é fundamental para um líder. Segundo Dweck, uma pessoa de mindset fixo acredita que suas qualidades são fixas, que ela tem ou não tem habilidade e talento para algo e, se não tiver, pensa que não pode desenvolver. Para pessoas de mindset fixo, se as coisas forem muito desafiadoras, elas perdem o interesse. Já pessoas de mindset de crescimento prosperam ao ir além de seus limites, criam uma paixão pelo aprendizado, pelo desafio, pelo desenvolvimento e também uma capacidade de procurar novos caminhos, soluções e não estagnar, mesmo quando as coisas não vão bem. Mindset de crescimento proporciona resiliência, capacidade de adaptação e flexibilidade. Pessoas com esse tipo de mentalidade acreditam que podem aprender qualquer coisa desde que se dediquem e isso é um fator importantíssimo para a liderança nos dias atuais em que as coisas se transformam rapidamente. Além disso, tal mindset permite enxergar potencialidades da equipe e ajudar cada um de seus membros a desenvolvê-las.

 

7 – Desenvolvimento de padrões e modelagem de comportamentos

Para uma equipe ter alta performance, nem tudo é inovação, transoformação. É preciso ter padrões, processos e modelos muito bem apropriados pelos membros da equipe. Cada um precisa saber exatamente o que se espera dele, quais comportamentos são os mais adequados, quais processos são os mais eficientes. E há que se treinar esses comportamentos e processos até que se tornem hábitos, que atinjam um grau de excelência, que se automatizem e não exijam mais esforço para serem feitos, que possam ser realizados até de olhos fechados. Assim, mesmo sob pressão ou emoção, a alta performance continua. Obviamente, os padrões precisam ser revisados, remodelados, recriados de tempos em tempos e a inovação precisa estar inserida na rotina. Mas, de fato, é papel do líder estabelecer claramente esses modelos.

Desenvolver uma liderança potente, colaborativa e efetiva, não é fácil, mas é perfeitamente possível. E com esses 7 fatores, pode-se fazer maravilhas!!!


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