Motivadores intrínsecos: o combustível do século XXI

Recentemente, em entrevista à Revista Você S.A, falei que nossos jovens estavam muito mais interessados em qualidade de vida do que em recompensas financeiras. Não que eles não gostem de ganhar dinheiro, mas eles não são acumuladores como as gerações passadas. Eles obviamente procuram estabilidade financeira mas também querem tempo e espaço para aproveitar o dinheiro que ganham. Gostam de serem premiados e elogiados mas se sentem muito motivados quando a empresa para a qual trabalham está envolvida em causas maiores e pode, de verdade, ser um diferencial para as pessoas que aderem à marca e aos ideais destas empresas.

Este post tem a intenção de trazer duas referências importantes que sustentam esta visão:

1) Um vídeo antigo (2009) que fala sobre motivação e como reagimos quando o estímulo que recebemos é simplesmente recompensa e punição. Neste vídeo, devidamente sustentado por dados empíricos, Dan Pink nos convence que equipes que são motivadas no velho estilo (viagem de férias quando alcançam metas e trabalho extra quando falham) tendem a ter resultados muito bons quando as tarefas dependem unicamente de esforço. Porém , para os verdadeiros desafios do século XXI, onde precisamos contar com a capacidade criativa e todo o envolvimento emocional das pessoas, esta estratégia tende a ser falha e inclusive provocar resultados piores. Vale a pena ver o vídeo na íntegra aqui.

2) Também os convido para dar uma olhada em uma publicação de ontem no site exame.com. Os resultados de uma pesquisa que investigou o que é considerado sucesso para os jovens nos mostra um dado inédito: para os jovens, é relevante qual o impacto que o trabalho que ele executa tem na sociedade para que ele considere estar obtendo sucesso. Leia a matéria na íntegra aqui.

O mais importante é que precisamos com extrema urgência aplicar estes conhecimentos em nossas organizações. Seja nas empresas ou nas escolas, para que as pessoas possam usar aquelas funções cerebrais mais complexas e únicas de nossa espécie, precisamos de motivadores que estejam à altura.  Professores, líderes e gestores, mãos à obra!

5 Comments

  1. Monica
      julho 31, 2014 at 10:33 PM

    Oi Carla, muito interesante o artigo. Só uma questão, como vivo no interior não percebo esta questão da mesma forma, vejo muitos jovens acumuladores e que visam primeiro o dinheiro e depois de muita insatisfação pessoal vão em busca de algo que os realize. E esta grande instisfaçnao tem a válvula de escape muito fácil nas drogas. Por isto eu apoio palicar urgentemente nas escolas estes conhecimentos, professores e pais devem se ligar mais nisto. Abç

  2. Monica
      julho 31, 2014 at 10:35 PM

    Ops desculpe os erros de digitação, ainda não me acostumei ao Mac. rsrs abç

  3. Vinicius Reis do Vale
      agosto 5, 2014 at 5:16 PM

    É o debate que venho tendo com minha coordenação de vendas, infelizmente são poucos profissionais que tem a disponibilidade, humildade e perspicácia de se atualizarem. Por esse motivo grandes empresas retardam seu crescimento, assim perdendo promissores e criativos profissionais para empresas com um modelo de gestão mais atual.

  4.   agosto 5, 2014 at 7:14 PM

    Olá, Vinicius! Agradeço sua contribuição à discussão! Tenho certeza que pelo bem ou pelo mal, gestores e líderes verão esta necessidade. Um abraço,

  5.   agosto 13, 2014 at 9:30 AM

    Mônica, muito obrigada por estar conosco aqui no blog! Estes comentários sobre a geração Y e Z estão diretamente ligados àqueles jovens que se encontram no mercado de trabalho em posições de gestão e liderança e que são muito importantes para a cadeia de trabalho dentro das grandes corporações. Ao largo destes, encontramos a chamada geração Nem-Nem que “nem trabalha e nem estuda” e que muitas vezes conseguem obter conforto financeiro por causa da condição financeira dos pais. Os motivadores intrínsecos são muito importantes para os indivíduos que desenvolvem o cérebro ético. Estes que se comportam como acumuladores, esbanjadores e egocêntricos acabam se encaminhando para um quadro social e psicológico muito dramático e complexo que envolve drogas, autoestima baixa e depressão. O trabalho nas escolas tem sido fundamental mas os pais precisam assumir que a educação dos filhos deles cabem a eles. Um grande abraço!

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