Cultura organizacional e inovação disruptiva

Cultura organizacional e inovação disruptiva: as chaves para o sucesso da sua empresa no novo mundo dos negócios

Já reparou que grande parte das empresas avalia a qualidade dos seus processos de produção, mas não se preocupa com a qualidade das relações humanas, com a cultura organizacional, com a promoção de um ambiente que dê espaço para a inovação disruptiva? Pois é… E, no mundo atual dos negócios em que a transformação é veloz e constante, a empresa que não cultiva uma cultura organizacional que valorize pessoas e propicie solo fértil para a inovação está fadada ao fracasso.

Inovar é preciso… mas como?

Sim, inovar é fundamental já que hoje as mudanças ocorrem num piscar de olhos. Tá bom. Mas agora fala uma novidade, isso todo mundo já sabe. O que a maioria não sabe é: para que a inovação aconteça é preciso criar um ambiente favorável a ela, introduzindo-a na rotina e isso começa com construir um ambiente com “segurança psicológica”, onde os funcionários se sintam seguros, tenham senso de pertencimento, sintam-se confiantes e abertos ao novo. Bem diferente do que vemos na maioria das empresas atualmente.

Segurança psicológica e inovação

Um ambiente com “segurança psicológica” é aquele em que os funcionários têm liberdade para declarar suas opiniões sem ser alvo de críticas ou sanções, onde sabem claramente o que é esperado deles e não se sentem ameaçados o tempo todo, onde as relações são transparentes e as interações estimuladas entre os mais diversos níveis e setores, onde se cultiva o espírito de cooperação e não de competitividade. Para suscitar esse tipo de ambiente, o indivíduo precisa ser reconhecido por seus acertos, ter feedbacks constantes para que se sinta motivado, ser estimulado a se desenvolver e o erro precisa ser encarado apenas como parte do processo de evolução, como uma tentativa de acerto e não como algo a ser punido. Em ambientes seguros, os indivíduos se acham suficientemente confortáveis para expor suas ideias, por mais absurdas que pareçam a princípio, nas mais diversas situações cotidianas. E essa é a chave para a inovação de qualidade!

Estresse atrapalha criatividade

A sensação de incerteza, de insegurança, de cobrança excessiva ou de falta de controle prolongada leva ao estresse, e este reduz a capacidade de ser criativo. Isso porque a insegurança inunda o corpo com cortisol, hormônio do estresse, e diminui a atuação do córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pela atenção, concentração e raciocínio. O estresse faz com que o indivíduo tenha uma constante sensação de urgência, de estar correndo perigo e isso inibe o pensar, o criar, o imaginar. Essa “cultura da cobrança”, que se consolidou em grande parte das empresas, com metas inatingíveis e uma pressão demasiada sobre o funcionário, gera altos índices de estresse e é, de fato, contraproducente. Sob estresse dificulta-se a tomada de decisão, a capacidade de raciocínio, a clareza de ideias, a criatividade.

 

Confiança gera lucro

O neurocientista e economista Paul Zak, da Universidade de Caremont, afirma que “confiança gera lucro”. Segundo ele, quando as pessoas estão confiantes, aumentam-se os níveis de ocitocina no cérebro e elas se colocam mais facilmente no lugar do outro, ficam mais empáticas, mais dispostas a ajudar, a pedir ajuda se necessário, a se submeter a sacrifícios e produzem mais. Para promover a confiança, é fundamental que os indivíduos tenham autonomia, sintam-se parte do processo, enxerguem o seu papel na estratégia da empresa para que se mantenham motivados, engajados e queiram fazer a diferença. Além disso, quando se sentem recompensados, libera-se dopamina no cérebro e esta tem ligação com foco, memória e inclinação para assumir riscos e tentar coisas diferentes. Com medo e insegurança, ninguém se arrisca ao novo!

 

Diversidade e senso de pertença

Também é importante ressaltar a potencia criativa de um grupo multidisciplinar e diverso que tenha segurança psicológica, ou seja, no qual as pessoas não fiquem inibidas ou temerosas. Um grupo pode ser bastante potente com diversidade de pontos de vista e liberdade de expressão, que levam a produzir ideias complementares e proporciona a resolução de problemas complexos que seriam muito mais difíceis de serem resolvidos por um só indivíduo (moldado por suas crenças e valores e que tem suas trilhas cerebrais preferenciais) ou mesmo por um grupo no qual não se tem confiança entre os participantes, gerando receio de falar ou tentativas de “se mostrar” e não suscitando o desejo de construir algo em conjunto.

 

Cultura de inovação contínua

O grande desafio hoje é que o “pensar fora da caixa” precisa ser transformado em hábito, automatizado. Para isso, é preciso cultivar esse ambiente corporativo em que haja segurança psicológica, senso de pertença, valorização da diversidade e abertura para o novo sempre, além de tempo para se dedicar a ele. É a criação de uma cultura, de um solo fértil. Esse “adubo” na cultura organizacional traz tanto a inovação incremental quanto a disruptiva, aquela que revoluciona o mercado resolvendo problemas que os produtos anteriores não resolviam. E realmente faz a diferença. Esse “adubo” é a chave para a potencialização e renovação dos negócios na atualidade. Dá-lhe adubo no mundo corporativo!


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